Sinal de Menos #9

sinaldemenos9

Baixar a revista inteira

Caros leitores,

Chegamos à nona edição de nossa revista, de longe a mais volumosa que já lançamos. Infelizmente, porém, começamos com a nota triste do falecimento de Robert Kurz, em julho de 2012. A sua importância para nossos editores e colaboradores pode ser constatada pelas inúmeras referências e citações contidas tanto nesta edição quanto nas anteriores, isto quando a obra de Kurz não é o próprio tema discutido. Para nós, a sua obra retoma com força a crítica da economia política de Marx, centrando-a na crise do valor/cisão de gêneros e na possibilidade da desnaturalização das formas sociais. E isso, que não é pouco, exatamente quando vivemos uma crise do pensamento crítico, atacado pela superficialidade sociológica e culturalista – uma crise que é também, contudo, uma espécie de crise do campo das forças em luta. A nota positiva da edição é a expressiva colaboração de Marcos Barreira, com dois textos e duas traduções publicados, além dos textos enviados por companheiros e novos colaboradores (Antonio Geraldo Figueiredo Ferreira, Natasha B. Palmeira, Nuno Machado, Eraldo Santos e Marcelo Mari).

Esta edição da revista vem com a marca do seu tempo, como mostra a capa de Felipe Drago, utilizando fotografia de Y. Karahalis: a crise do capital e seus desdobramentos – econômicos, teóricos, urbanísticos, ideológicos, ecológicos e estéticos. Abrimos a revista com uma entrevista com Ernst Lohoff e Norbert Trenkle, do Grupo Krisis, publicada na revista alemã Telepolis. A entrevista foca a crise do capitalismo e sua perspectiva histórica. Para isto, os autores buscam os fundamentos marxianos da crítica da economia política e da teoria da crise.

“Entre ruína e desespero”, de Cláudio R. Duarte e Raphael F. Alvarenga, aborda o tratamento dado ao conceito de sujeito em Slavoj Žižek e em Robert Kurz. Sem visar a uma síntese entre as duas posições, radicalmente opostas, os autores procuram jogar um contra o outro a fim de revelar as unilateralidades e os passos em falso no campo da constituição da luta para uma negação concreta da sociedade das mercadorias.

Os dois textos seguintes, de Marcos Barreira“O Exército nas ruas” (este em co-autoria com Maurílio Lima Botelho) e “Cidade Olímpica” – buscam conceituar a violência urbana na cidade do Rio de Janeiro no quadro de nossa modernização retardatária e do movimento do capitalismo global. Episódios como a repressão à greve da CSN fornecem chaves para a compreensão das atuais “Unidades de Polícia Pacificadora” no contexto da preparação da cidade para as Olimpíadas.

A seguir, Daniel Cunha, em “A todo vapor rumo à catástrofe?”, mostra que as emissões de carbono aumentaram significativamente nos últimos anos, intensificando as chances de um aquecimento global catastrófico. O autor analisa as causas do fenômeno com base na dinâmica do capitalismo, desde a Revolução Industrial. Na sequência, em “As sutilezas metafísicas do negacionismo climático”, faz a crítica de uma tese de doutorado da USP que busca negar a teoria do aquecimento global a partir de uma posição esquerdista.

“O Dinheiro do Espírito e o Deus das Mercadorias”, de Nuno Machado, enfoca o tema da abstração real em Alfred Sohn-Rethel. O autor revisa os conceitos do pensador e os confronta com as posições da crítica do valor, especialmente dos grupos Krisis e Exit! e de Moishe Postone.

Em “Lukács – a Ontologia da miséria e a miséria da Ontologia”, Cláudio R. Duarte apresenta uma crítica imanente à Ontologia do ser social do último Lukács, recém publicada no Brasil, mostrando que a sua pedra angular é nada mais – e nada menos – do que a miséria do valor e do trabalho, como bases da esfera separada da economia moderna, o fundamento “ontológico” em ruína avançada no capitalismo especulativo global.

Em seguida, uma participação especialíssima: o texto pouco conhecido, redigido em 1962 por Guy Debord, Attila Kotànyi e Raoul Vaneigem, das “Teses sobre a Comuna de Paris”, aqui em tradução de Raphael F. Alvarenga. Elas vêm a calhar num momento em que aquele episódio determinante do movimento operário clássico não figura mais nos currículos de História na França – o que nos faz pensar que se a situação de conflito social sistêmico engrossar, coisas reacionárias desse tipo podem ocorrer nessa e noutras partes.

Na sequência e até o final da revista, temos um feixe de textos em torno da arte moderna e contemporânea. Primeiramente, vão publicados dois textos de Anselm Jappe traduzidos por Marcos Barreira. Em “Crítica social ou niilismo?”, Jappe percorre a história do pensamento radical e da negação e inverte a acusação habitual, argumentando que niilista, na verdade, é a sociedade moderna. Em “Terão os situacionistas sido a última vanguarda?”, o autor coloca em perspectiva a ascensão e declínio das vanguardas artísticas, a fim de determiná-las historicamente.

“Extratos de Pollock, ou, pintura e trabalho abstrato”, de Cláudio R. Duarte, trata da mediação do trabalho abstrato contida na action painting de Jackson Pollock, como o seu ponto cego central. O pintor tanto sofre como expõe o trabalho abstrato como um ritual vazio absurdo. Ao mesmo tempo, faz ver o sentido da posição da negação, enquanto expressão e posição do sujeito, na dialética objetivada de sua forma.

Eraldo Santos, em seu texto “Tímida sim, mas um tantinho desrecalcada”, discute um texto do grande crítico Rodrigo Naves sobre o pintor Alberto da Veiga Guignard. Na esteira de Naves, suas análises buscam conceituar a forma da pintura de Guignard, que contém em si a dialética da inserção da sociedade brasileira no capitalismo global, e que apontava para um projeto diferente de modernidade artística.

O próximo ensaio – “Rodrigo Naves e as dificuldades da formação”, de Cláudio R. Duarte, retoma e amplia um pouco mais essa mesma problemática bem apresentada por Eraldo. Ele enfoca a potência crítica de Rodrigo Naves e de seu mapeamento do estado atual das artes plásticas no país e no mundo totalmente mercantilizado. Num segundo tempo, busca criar, por meio das categorias de Naves, os termos de uma comparação entre Guignard e Machado de Assis, tomando-os como duas respostas críticas ao Brasil e a esse mundo que então ainda se formava. O termo mediador da comparação é a imposição de uma modernização conservadora, que se dificulta o nosso regime de forma não impede de o país “se formar” negativamente por meio da forma-mercadoria, dificultando ou impossibilitando ilusões de meras reformas de superfície.

Comentário crítico de uma adaptação regressiva de uma peça de Bertolt Brecht, o texto seguinte, “Adesão e desbunde”, de Raphael F. Alvarenga e Natasha B. Palmeira, discute a banalização e os abusos das teorias do dramaturgo alemão em montagens atuais, nas quais a falta de dialética, a incapacidade de historicizar e a preocupação em oferecer ao espectador vivências extraordinárias obnubilam o fato que em obras de arte dignas do nome os meios formais não são mero fruto do acaso.

Marcelo Mari, em “Ideologia, comunicação e visualidade – o sistema artístico detectado”, trata da história da crítica de arte moderna e pós-moderna, a partir dos desdobramentos inscritos na mudança de concepção e de organização das instituições artísticas (museus, bienais, mostras etc.) no Brasil e no mundo. O texto aponta que o fim da arte é apenas o início de sua mercantilização e institucionalização integrais.

“Os devotos do Santo Anônimo” é uma resenha do romance de estreia de Antonio Geraldo Figueiredo Ferreira, intitulado as visitas que hoje estamos, lançado em 2012. O romance tem uma densidade literária singular, pois consegue, numa espécie de tour de force, unificar em vários registros as duas formas sociais do fetichismo (o religioso e o monetário-capitalista) do mundo “caipira” brasileiro, hoje em estado de petição de miséria, por isso mesmo, petição de uma vida além da miséria.

A revista termina com a publicação de três fragmentos selecionados desse romance de Antonio Geraldo: “a hora certa”, “a lição” e “com espírito”. Agradecemos muito a sua colaboração para a resenha e a publicação destes textos.

A revista continua aberta às contribuições – principalmente quando alimentam as dissonâncias, geradoras dos autênticos debates. Assim o esperamos. Até o próximo número!

 

Janeiro de 2013

[-] Sumário #9

Editorial

Entrevista

Crise mundial e limites do capital
com Ernst Lohoff e Norbert Trenkle

Artigos

Entre ruína e desespero
Negação e constituição do sujeito em Robert Kurz e Slavoj Zizek
Cláudio R. Duarte e Raphael F. Alvarenga

O Exército nas ruas
Da operação Rio à ocupação do Complexo do Alemão.
Notas para a uma reconstituição da exceção urbana

Marcos Barreira e Maurílio Lima Botelho

Cidade Olímpica
Sobre o nexo entre reestruturação urbana e violência na cidade do Rio de Janeiro
Marcos Barreira

A todo vapor rumo à catástrofe?
O capital e a dinâmica do aquecimento global
Daniel Cunha

As sutilezas metafísicas do negacionismo climático
Como a esquerda tradicional adere à ideologia negacionista
Daniel Cunha

Lukács
A Ontologia da miséria e a miséria da Ontologia
Cláudio R. Duarte

O dinheiro do espírito e o deus das mercadorias
A abstracção real segundo Sohn-Rethel
Nuno Miguel Cardoso Machado

Teses sobre a Comuna de Paris
Guy Debord, Attila Kotànyi e Raoul Vaneigem

Crítica social ou niilismo?
O “trabalho do negativo”: de Hegel e Leopardi até o presente
Anselm Jappe

Terão os situacionistas sido a última vanguarda?
Anselm Jappe

Extratos de Pollock
ou, Pintura e trabalho abstrato
Cláudio R. Duarte

Tímida sim, mas um tantinho desrecalcada
Ainda um exercício em torno da matéria de Naves e Guignard
Eraldo Santos

Rodrigo Naves e as dificuldades da formação
Naves, Guignard e a crítica das formas modernas
Cláudio R. Duarte

Adesão e desbunde
Os êxtases sórdidos de um Brecht às avessas
Raphael F. Alvarenga e Natasha B. Palmeira

Ideologia, comunicação e visualidade
O sistema artístico detectado
Marcelo Mari

Os devotos do Santo Anônimo
Sobre “as visitas que hoje estamos”
Cláudio R. Duarte

Três Fragmentos
“a hora certa”, “a lição” e “com espírito”
Antonio Geraldo Figueiredo Ferreira

(2a. ed. revisada)

Anúncios

4 Comentários

  1. Caros amigos,
    A revista está de parabéns pelo esforço teórico!
    No entanto, só posso lamentar ver Kurz ao lado deste senhor, que parece ser o oposto de Kurz em tudo.
    As críticas a ele feita estão muito bem feitas.
    Já as dirigidas a Kurz me deixaram céticos. Acho que se Kurz é por demais negativo, somente um espírito que quer manter o imantível (apostar no proletário não me parece algo sustentável) poderia querer achá-lo por demais arrassador e sem capacidade distintivas como o é o sistema capitalista.
    Como se opor radicalmente a esta sociedade sem se opor radicalmente na prática? Ou seja, sem negar a forma-sujeito? É isso que Kurz diz a todo momento. Não vê quem não quer. Chega de mediação. Inclusive a forma-sujeito da revolução.
    Os questionamentos que fizeram parecem os mesmos que fazem os partidos de esquerda, evidentemente com mais balizamento.

    Me parece que o sujeito revolucionário é uma massa que faz a revolução. O que Kurz coloca, pelo que entendo, é a necessidade de uma ruptura ontológica no cotidiano com a forma-sujeito, inclusive a forma-sujeito proletário que vocês não querem jogar fora.
    Onde há movimentos que se estejam de fato se opondo ao acinzentamento da vida?
    Não conheço nenhum que não busque o reconhecimento como estratégia revolucionária. Primeiro reconhecer-se, brigar pelo espaço mercantil como acúmulo de consciência.
    Acho que uma revolução, se é que se pode usar esse nome, se faz no escondido do cotidiano, com aqueles que não suportam mais vestir a máscara de caráter desse sujeito.
    O desafio é exatamente um movimento de pessoas, individualidades que aceitam o desafio da construção coletiva e não uma junção de sujeitos identificados com sua classe, uma subjetividade já mutilada.
    Precisariam de um ranço menor em relação à esquerda!
    A elegância de estilo não é burguesa. Vejam Debord!
    Detesto fazer debates por internet, mas o texto me incomodou.
    Acho que as fragilidades do Kurz estão noutro plano, neste não!
    Seria retroceder na crítica querer questionar sua posição bastante balizada e determinada historicamente sobre a diferenciação entre sujeito e individualidade. (Ontologia Negativa)
    Tábula rasa na subjetividade moderna!

    • “Querer eliminá-lo (sujeito do inconsciente) do pensamento ou da existência é como querer abstrair, deformar e destruir a própria
      realidade histórica. E não é ela, a expressão da subjetividade, que é menos tolerada no
      seio das formas objetivadas do capitalismo?”
      SERÁ QUE ESTA NÃO SERIA A FORMA DE SUBJETIVIDADE QUE MAIS VAI AO ENCONTRO DO CAPITALISMO PLENAMENTE DESENVOLVIDO, O DO GOZO SEM ENTRAVES?

  2. Olá, caro Tabula Rasa.
    A noção de subjetividade para nós deve ser lida em conjunto com a ideia de indivíduo – pois note como ambos nascem no mesmo contexto histórico: o do processo de esclarecimento burguês (no sentido adorniano).

    Assim, ambos os conceitos não são naturais, ontologicamente dados, mas são o resultado de processos históricos.

    Em muitos casos ambos os termos se confundem – embora nós tentamos no texto esboçar algumas distinções e – diferente de Kurz – pensá-los na sua complementaridade e em sua dialética constitutiva. Para a psicanálise a ideia de um indivíduo autônomo é problemática, já que ele é o tempo todo atravessado por sua história inconsciente – que não é só formada pelas relações de valor/cisão mas também pelas estruturas simbólicas e imaginárias de sua constituição subjetiva. Extirpar essa constituição é querer extirpar imaginariamente/discursivamente o mundo real.

    Por outro lado, a ideia de um sujeito simplesmente subordinado às estruturas simbólicas e imaginárias inconscientes pode ser criticada e também superada – necessitando para isso da ideia de uma certa individualidade pós-burguesa, a nosso ver com certa autonomia do eu e da consciência social – mas também com certo mergulho no real das pulsões do isso, no sentido do lema freudiano: “onde era isso, eu devo advir” (Freud).

    Certamente, a FORMA do sujeito e do indivíduo burguês precisa ser criticada, mas não o sujeito e o indivíduo em geral, como pretende a crítica destruidora de Kurz. Nesse sentido, não discordamos que “chega de mediação”. Ao contrário, é preciso repensar a noção de mediação, aliás o sujeito (desde Hegel) é justamente esse processo de mediação de dados isolados e de crítica do existente: é a possibilidade de ruptura com a ordem existente.

    Quanto ao proletariado como “sujeito” – eis aí um grande termo equívoco, ambíguo, que esperamos que um dia possa ganhar mais clareza como movimento social. Na falta de um nome melhor para o movimento superador (que não existe em qualquer parte), preferimos chamá-lo de nome clássico: em Marx, o “proletário” reúne indivíduos para além de seu isolamento burguês individual. É o nome negativo portanto de uma classe de pessoas oprimidas, mutiladas, alienadas da propriedade – abarcando não só o operário fabril, mas todos os que, com suas cadeias radicais, têm a necessidade radical de ruptura. A esperança só surge do desespero em relação à ordem existente. O que falta a Kurz, a nosso ver, é olhar na ruína e no desespero mais do que a destruição: a figura negativa sempre prestes a se formar – e que não se forma simplesmente por falhas nossas (casos a discutir eternamente: falha na concepção crítica, falta de um bom diagnóstico do capitalismo atual, falta de organização prática e da noção de mediação etc.).

    Por fim, nós estamos muito longe da ideia de um colapso automático, ou pelo menos assegurado ou enfim de um limite absoluto dado à valorização do valor. Entenda-se bem: não negamos a ideia de um colapso do sistema fetichista. Mas certamente o limite absoluto vem se impondo como um processo contraditório – e não como uma barreira intransponível já dada em todo o mundo. Ao contrário, ele se impõe de maneira desigual no espaço-tempo mundial. O limite então parece-nos muito mais flexível e manobrável politicamente – e por isso mesmo sem certeza ou data prevista para se realizar como tal. Não pode ele ser concebido nunca como uma espécie de Armaggedon (como parece ser a perspectiva de muitos kurzianos). Vide o processo de acumulação mundial renovado pela China, a Índia, o Leste europeu e o próprio Brasil – integrando ao mercado, através do trabalho, mais alguns bilhões de trabahadores e consumidores – ao contrário das previsões de Kurz (que pouco escreveu sobre a semi-periferia). Imerso no contexto europeu, Kurz absolutiza os processos da 3ª revolução industrial e esquece que a construção civil e pesada de infraestruturas, a indústria de bens de consumo, a própria obsolescência planejada e criação de novos produtos – podem absorver ainda muito trabalho vivo, isto é, muitas horas de trabalho. É que Kurz esquece que a revolução tecnológica tem graus variados, e as técnicas de 1ª e 2ª revolução industrial estão longe de eliminarem todo trabalho socialmente necessário, até mesmo pelos custos impagáveis de uma completa automatização produtiva. O desemprego tem aumentado, mas só na ficção kurziana o subemprego precarizado (2/3 da população atual) significa ausência de trabalho produtivo. O trabalho, mesmo que fortemente desvalorizado, parece assim ter um fôlego como mediador social e segue o seu curso destruidor, em níveis subhumanos.

    Ora, o proletariado para nós é aquele que tem a ver com esse traço subhumano/subindividual: não tem nada a ver com um amante do trabalho integrado plenamente ao mercado e à cidadania burguesa – mas “é” o que justamente não se identifica mais com o trabalho nem com sua individualidade reconhecida, aos quais é diariamente forçado. É o que SUBjaz à ordem existente e o que tem de lutar pela sua auto-abolição, como sempre Marx pensou (e o estalinismo simplesmente apagou, elevando-o à classe universal) – sem garantias objetivas. Para nós, o proletariado é um sujeito virtual, presente-ausente e que tem uma universalidade negativa. Note-se por fim o que significa essa “auto”-abolição: autonomia, capacidade de divergir, criticar o mundo e a si próprio, justamente o que a filosofia sempre denominou “sujeito” (enquanto o indivíduo, ao contrário, é o que não se divide e não tende a se autocriticar, pois justamente se naturaliza como individualidade positiva e reconhecida pela ordem burguesa).

    Cláudio R. Duarte
    Raphael F. Alvarenga.

  3. Consertando um erro de digitação acima: Nesse sentido, DISCORDAMOS que “chega de mediação” (como Tabula Rasa disse).

    Aliás é o próprio Kurz quem fala o tempo todo que é necessário uma nova mediação para superar a falsa imediatidade.

    Por fim: a noção de um processo de ruptura é a própria noção de gozo no sentido psicanalítico: a revolução como um processo de gozo coletivo – mas não “sem entraves” como fizeram Stalin ou Pol Pot – também oposta à fantasia de plenitude total e comunhão total do gênero humano, como parece pensar às vezes certos movimentos de esquerda.


Comments RSS TrackBack Identifier URI

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

  • ISSN

    1984-8730
  • Insira o seu email e clique para receber notificações de novos artigos por email.

    Junte-se a 133 outros seguidores

  • Comunidades e grupos

  • Contato

    dcunha77@hotmail.com