Sinal de Menos #14, vol. 1

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A atual pandemia do coronavírus (covid-19) escancara todos os fundamentos apodrecidos da sociedade das mercadorias. A capa de Felipe Drago representa esse descontrole social, utilizando o padrão formado pelas curvas de contágio e morte, mas que podem sugerir também os sonhos molhados dos global players nas bolsas. “A locomotiva da economia não pode parar!” – já começa a gritar o andar de cima, que há muito vive saltando de vagão em vagão, em ganhos simulados nos mercados financeiros e especulativos. O capital está travado e ameaça entrar numa longa depressão e assim colidir com seus limites se continuar na mesma rota suicida, mas, neste largo limiar de transição para o nada, é claramente mais fácil sacrificar as pessoas, eliminar alguns milhões de infectados, deixando-os morrer num isolamento doloroso, do que modificar um pouco que seja a rotina ensandecida dos negócios atuais e futuros. E quem dirá decepar a cabeça cega dessa máquina automática de sucção de trabalho vivo e exploração destrutiva de todos os meios? Não há como enxergar a negação nesse campo cego. Deve ser por isso que a esquerda tradicionalmente ligada apenas ao desenvolvimento acelerado das forças produtivas deposita sua fé nas emissões supostamente ilimitadas do crédito estatal (através de planos de um novo keynesianismo de emergência, em que pesa também a difusão ideológica fanática da “teoria monetária moderna”) ou espera a retomada da máquina chinesa de “produção socialista de mercadorias” para dar um jeito na coisa toda (como se esta fosse independente da concorrência mundial, de circuitos de dívidas e do novo imperialismo de crise que já anuncia suas novas rodadas).

Mas assim se engana, a nosso ver, quem pensa que só se trata da reprodução “automática” de relações de produção. O capital tem de passar no seu outro, o trabalho e a produção incessante de mercadorias, para se pôr como o que aparenta ser: crescimento justo e equilibrado, desenvolvimento sustentável ao infinito, bem-estar individual e coletivo etc. Como sempre, o sistema busca legitimar-se através da funcionalidade técnica de uma vida administrada recheada por mercadorias e discursos de integração (e indignação), no qual o zeloso trabalho de todos encontra o seu lugar. E é por isso que os capitalistas ou seus prepostos no governo tomam a dianteira para reiniciar o curso da máquina momentaneamente extraviada trabalhando como os funcionários mais ativos do capital. O Brasil, com seu presidente sociopata liquidando qualquer limite entre público e interesses privados da oligarquia neoliberal que o sustenta no poder, cumpre o destino de vanguarda mundial nesse assunto, apesar das aparências contrárias. A classe dirigente veste a máscara de “trabalhador patriota” que cumpre à perfeição o papel do “capitalista ideal”, aderindo ao uniforme da ordem e do progresso, com paramentos e gestos protofascistas diários, apontando como Inimigo número 1 a “liberdade” aparente de quem supostamente parou de trabalhar na quarentena. Os planos de reforço da austeridade e retomada desenfreada do crescimento já aparecem no horizonte. Para onde vamos é uma pergunta inconveniente. É isso que permite tal forma de governo se legitimar e se manter mesmo quando prega o genocídio “inevitável” de 100, 200… 500 mil, por que não?, reiterando seus vícios através do império da mentira e obtendo o apoio das classes médias, dos grandes aos pequenos empresários e de boa parte das camadas populares, que aqui nem bem receberam o auxílio emergencial (aparecendo-lhes talvez como um benefício dado pelo seu carrasco) mas já apenas podem sonhar em voltar ao “normal”. O normal lamentavelmente é a coação ao trabalho precário, um “se virar” na tempestade para trazer algum sustento para casa. É por isso também que esse governo já choca tão pouco a opinião pública brasileira e em breve mundial há muito funcionalizada pela indústria capitalista da cultura (agora agravada pela “era de pós-verdade”). Nesse intervalo, o consenso mínimo sobre a realidade e o sentido do processo social foi completamente destruído – menos aquele que estabelece que tudo o que é relevante para o deus-mercado precisa ficar intocado. Aqui a totalidade coercitiva pode surgir como uma injúria e um insulto ao “bom senso” democrático. O antigo “espetáculo integrado” (Debord) se normaliza à exaustão, mas convertendo-se abertamente em espetáculo desintegrado, no qual a norma é uma espécie de vale-tudo para retomar o fluxo dos negócios, mais atuais ou mais degradados, a grilagem de terras, a expansão das fronteiras agrícolas, o desmatamento etc., que já não escondem que servirão apenas a ilhas de bem-estar que ampliarão as desigualdades, a dessolidarização e o crescimento insustentável com base em empregos de merda, novas ondas de encarceramento em massa (racializado), violência (em especial a de gênero) e destruição ambiental. Alguns líderes mundiais saem por cima e com o prestígio reforçado por atitudes humanitárias, é verdade, prometendo retomadas milagrosas do crescimento perdido já para 2021. Outros têm a sorte de ter o apoio do alto escalão dos proprietários e é o que basta, restando apenas a questão “ética” de segunda ordem de como fazer para esconder o elevado número dos cadáveres da opinião pública. No fundo, se o vírus não afeta muito mais a classe média e os ricos, eis o que importa, é o que se requer para voltar à rotina, agora em ritmo redobrado de exploração para compensar os meses parados. Em todos os casos trabalha-se militarmente como nunca e por isso esse governo da crise como governo da morte é perfeito, alimentando o ódio e o ressentimento popular contra quem exige medidas de proteção social e mudanças estruturais imediatas. Só assim, de fato, reforçado pelo fanatismo e a militarização do trabalho, como reside em seu conceito, o “capital é produtivo” (como dizia Marx no Capítulo VI Inédito de O capital, a respeito da reprodução das relações de produção como um dos produtos fetichistas finais da realização do capital).

Noutras palavras, as relações capitalistas tenderão imediatamente a ser reproduzidas não apenas pela ideologia ou a inércia conceitual-categorial dessa sociedade fetichista, mas também por força política do Estado, e sem dúvida da maneira mais brutal possível, recompondo uma estrutura social em frangalhos – com milhões e milhões de desempregados e subempregados precarizados em condições cada vez mais miseráveis e próximas a uma economia de guerra, visando-se inclusive aí a aperfeiçoar os métodos de controle e vigilância militarizada, já disponíveis pelo poder geral de polícia em situações de exceção contínua. Que isso seja capitalismo de “livre mercado” ou momento de alguma transição histórica para um outro sistema de dominação social ainda pior, é o que não sabemos. O que se vê na ascensão de grupos de extrema-direita, que se arma e exige que o Estado relaxe a quarentena e endureça contra os “comunistas”, é índice de uma divisão radical em curso. Quando as coerções objetivadas do processo são reforçadas por meio do trabalho de todos os agentes, que contam apenas com o funcionamento normal da máquina via injeção trilionária de mais capital fictício, a crítica tem de apontar os becos sem saída se quiser encontrar algum ponto de contradição ou de revelação crítica nessa pandemia.

O capital fictício trilionário emitido é uma promessa ambígua, contraditória até a raiz da própria palavra, um ato que se desmente a cada passo: uma promessa de que nenhum futuro haverá para além do capitalismo de desastre, mas também a promessa de que os fundamentos dessa sociedade são voláteis e se declaram como uma espécie de hálito quente de um zumbi que já devora as próprias carnes. Para a máquina continuar funcionando ad infinitum é preciso muito engajamento – e é esse engajamento que não nos falta. A coisa nua, escancarada, se veste politicamente, isto é, ativamente, pelos que se sentem paralisados e encantados diante do monstro. Ninguém sabe onde está a saída, enquanto todos se espantam diante do poder formidável do capital de recuperar e normalizar qualquer situação. Mas não foi isso exatamente o que ocorreu em 1929 e mais tarde na ascensão do nazifascismo, ou na grande crise de 2008? Assim, esta edição de Sinal de Menos procura ligar alguns pontos essenciais da crise a fim de mapear o que há de não-idêntico nesta marcha para o pior, o que pode gerar, neste movimento, uma consciência lúcida de que esse sistema de coerções cegas prossegue em sua marcha para a frente apenas de uma maneira forçada.

Começamos com uma Entrevista de ROB WALLACE a Yaak Pabst publicada originalmente no jornal alemão Marx21. Wallace é biólogo evolucionista e filogeógrafo para a saúde pública, autor de Pandemia e Agronegócio, e fala sobre a crise do coronavírus. A entrevista é aqui publicada na íntegra.

Em seguida, apresentamos a tradução do texto de ROB WALLACE, ALEX LIEBMAN, LUIS FERNANDO CHAVES e RODRICK WALLACE, Covid-19 e circuitos do capital, feita por Boaventura Antunes, parceiro de Portugal, a quem agradecemos. Os autores desnaturalizam a pandemia, mostrando como ela foi gestada pelos modos de produção e distribuição do capitalismo contemporâneo, que se configuram como verdadeira incubadora de patógenos.

Na sequência, em O crescimento e a crise da economia brasileira no século XXI como crise da sociedade do trabalho, FÁBIO PITTA argumenta que o crescimento da economia brasileira a partir de 2003 e a crise desta após 2012/2013 se relacionam com a economia de bolhas financeiras alimentadas a capital fictício, em consonância com o capitalismo contemporâneo em seu momento de crise fundamental. Fábio Pitta participa ativamente dos círculos de debate da “crítica do valor-dissociação” em São Paulo, com interlocução ativa em Portugal, Alemanha e França, em que aliás traduções deste ensaio estão sendo providenciadas. Segundo o texto, uma bolha de derivativos de commodities impulsionou as exportações e a capacidade de endividamento do país. Isso permitiu uma concorrência pelas dívidas por parte das empresas “produtivas”, o que aprofundou o desenvolvimento das forças produtivas, o aumento da composição orgânica dos capitais e a expulsão de trabalho vivo de processos produtivos. Tais processos perduraram até o estouro da bolha das commodities, entre 2011 e 2014, como consequência do estouro da bolha financeira mundial de 2008. Após 2012, aprofundou-se o asselvajamento social, sem que isso possa conduzir à retomada da acumulação substancial de capital.

No próximo texto, DANIEL CUNHA se concentra sobre o problema do valor de verdade das ciências naturais, questão crucial para a teoria crítica em momento de pandemia e aquecimento global, que são enfrentados racionalmente a partir dos seus conceitos matematizados. Porém, constata-se que muitas epistemologias correntes criticam os fundamentos das ciências naturais ao mesmo tempo em que aceitam o seu diagnóstico da crise ecológica global. O problema investigado, portanto, é o de uma possível aporia da história: pode um sujeito constituído por relações de fetiche produzir conhecimento válido para além dessa forma social fetichista? Em A trajetória do Antropoceno e o general intellect, o autor argumenta que é preciso fazer a crítica imanente das ciências naturais, de maneira que as “tensões de cisalhamento” geradas pelo que ele chama de “general intellect planetário” possam realizar o seu potencial crítico-emancipatório.

Como todo leitor que acompanha a Sinal de Menos sabe, sempre estimamos a a crítica social complexa embutida em obras de arte, sem compartimentações entre  teoria crítica e teoria estética. Assim, os próximos textos assumem esse risco de falar de arte e crítica de arte nesse momento grave em que o sistema imerge na falsidade espetacular e a extrema-direita flerta com as estratégias de manipulação e estetização política do fascismo. Levar a sério a literatura como potente reveladora do processo social é o que CLÁUDIO R. DUARTE procura no ensaio Em estado de fazenda – Lima Barreto e o desmanche da ilusão nacional. Antes marginalizado, hoje ainda talvez subestimado pela opinião pública, Lima Barreto sai a campo para tomar à letra a metáfora do estado de sítio ampliado como um “estado de fazenda”. Passando pela leitura imanente de diversos textos e tendo esse fio como seu condutor, o artigo aponta a estratégia literária de subtração de duas ilusões necessárias do país na Primeira República (o nacionalismo e o cosmopolitismo), que encetam uma terceira estratégia de subtração do encanto, dessa vez como desintegração que abre o movimento contido por tais identidades fetichistas, encontrados na dinâmica de sua prosa de confronto com os resultados do escravismo colonial, fazendo antever um resto social imanente que não se dobra sem mais à modernização autoritária que ainda hoje enfrentamos nesse trajeto de longa duração.

Seguem-se duas análises de Bacurau (2019), filme de Kleber Mendonça e Juliano Dornelles. No artigo Bacurau: para além do nevoeiro… no meio da barbárie, FREDERICO RODRIGUES BONIFÁCIO e MARIA CLARA SALIM CERQUEIRA fazem uma análise da recepção da obra, tendo em vista o contexto bolsonarista em uma era de expectativas decrescentes. A velha aposta nos “milagres da dialética” – para nos valermos dos termos de Paulo Arantes – se reafirma na contemporaneidade como traço constitutivo da experiência estética e intelectual brasileira acerca do sertão ao menos desde Euclides da Cunha. Os autores apontam que o longa, embora apresente um profícuo diagnóstico deste tempo histórico, não apresenta qualquer alternativa emancipatória – como parte substancial da crítica tem compreendido –, senão que reafirma a barbárie como forma de ser da mediação social em tempos de colapso.

A segunda análise é de certa forma um contraponto a isso. Em Objeto não identificado – Bacurau: cenas de um mundo pós-colapsado, CLÁUDIO R. DUARTE, THIAGO CANETTIERI e RAPHAEL F. ALVARENGA se propõem a tarefa de uma crítica imanente do filme, que assim, lido sob a disciplina de sua forma, passa a render significados insuspeitados pela crítica. Nesse sentido, teríamos aí de fato um “objeto não identificado” que não pode ser visto do espaço, das alturas de um espírito classificatório, mas apenas determinado através do debate específico e inquietante que se extrai dessa situação particular de comunidade involuntária e autogerida num futuro próximo pós-catastrófico. Inquietante também, então, porque o filme incomoda a boa gente cidadã ao lidar com uma negatividade radical posta em contexto, que, como convém, é dupla, dá rebote e tensiona o espírito. Se essa forma sedimenta a violência da sociedade contemporânea ao mesmo tempo ela põe a questão pelo seu outro não identificado, condensado na lógica de suas cenas.

No ensaio Velhas novidades alegóricas do Recife, FREDERICO LYRA faz um breve percurso sobre as mutações recentes que um lugar particular do Brasil, a cidade do Recife, a sua região metropolitana e mesmo o Estado de Pernambuco como um todo, vem sofrendo nos últimos anos. A política institucional local, a cultura popular, a indústria cultural, o carnaval, as mudanças urbanas, o mundo do trabalho, o cinema são tratados de maneira a criar uma constelação alegórica onde se encontram mutações as mais diversas. Tenta-se assim refletir sobre a aceleração da lógica da desintegração.

Em Considerações sobre a dissociação-valor na atualidade, JÉSSICA CRISTINA LUZ MENEGATTI retoma a crítica do patriarcado produtor de mercadorias elaborada por Roswitha Scholz, do grupo Exit!. Nessa conceituação, o asselvajamento do patriarcado empiricamente observável é explicado como um momento da crise sistêmica – ainda mais nesse momento da pandemia em que as denúncias de violência contra as mulheres cresceram em média 45% no Brasil. Ademais, a autora busca estender o seu significado interseccional, considerando igualmente o problema das “outras diferenças”, tais como o racismo.

No artigo Fanon via Lacan, CIAN BARBOSA procura articular elementos contemporâneos para uma releitura da contribuição crítica de Frantz Fanon, à luz da crítica da ideologia articulada ao pensamento de Lacan. Após apresentar elementos teóricos fundantes dos paradigmas franceses do século XX, com os quais ambos autores estavam implicados, o artigo busca esboçar as relações mútuas entre Fanon e Lacan, em uma leitura retroativa. Aqui a contribuição da obra fanoniana se revela tanto uma crítica ainda atual da ideologia racialista, quanto portadora de lições basilares para a crítica da ideologia em geral.

O último texto deste volume de certa maneira concentra, resume, sintetiza muito do esforço de reflexão que essa revista buscou realizar diante da situação de crise do capital e crise da pandemia do covid-19. É nas grandes cidades que todos os temas abordados explodem e se potencializam. O artigo Planeta de Favelas: 15 anos depois, de GUILHERME CHALO e MAURÍLIO BOTELHO, faz uma avaliação das principais discussões levantadas pelo geógrafo Mike Davis em seu já clássico texto publicado na New Left Review em 2004 e depois ampliado no famoso livro Planeta Favela. O objetivo é atualizar algumas das reflexões a partir dos dados mais recentes do processo de favelização mundial, levando em consideração não apenas os relatórios da ONU-Habitat (que serviram de motivação inicial para Mike Davis) mas divulgações recentes sobre o avanço da precarização habitacional e da pobreza, tanto no Primeiro quanto no Terceiro Mundo. Entre os aspectos considerados fundamentais para compreender a explosão das favelas no mundo estão o desemprego crescente e a exclusão social, pois a base de uma favelização generalizada é a constituição de um excedente populacional decorrente da crise estrutural do capitalismo.

O volume 2 de nosso número 14 deve ser lançado muito em breve, com textos de calibre mais teórico, acompanhando mas cruzando, assim, para o lado oposto dos que pensam que entrar em movimento é tudo e é o que basta.

 

Maio de 2020.

[-] Sumário #14, vol. 1

Editorial

Entrevista (Origens da Pandemia) com Rob Wallacepor Yaak Pabst

Artigos

COVID-19 e circuitos do capital
Rob Wallace, Alex Liebman, Luis Fernando Chaves e Rodrick Wallace

 

O crescimento e a crise da economia brasileira no século XXI como crise da sociedade do trabalho

Bolha das commodities, capital fictício e crítica do valor-dissociação
Fábio Pitta

A trajetória do Antropoceno e o general intellect
Crítica imanente das ciências naturais para uma improvável emancipação
Daniel Cunha

Em estado de fazenda
Lima Barreto e o desmanche da ilusão nacional
Cláudio R. Duarte

Bacurau
Para além do nevoeiro… no meio da barbárie
Frederico Rodrigues Bonifácio e Maria Clara Salim Cerqueira

Objeto não identificado
Bacurau: cenas de um mundo pós-colapsado
Cláudio R. Duarte, Thiago Canettieri e Raphael F. Alvarenga

Velhas novidades alegóricas do Recife
Frederico Lyra

Considerações sobre a dissociação-valor na atualidade
Asselvajamento do patriarcado e abordagemdas diferenças em Roswitha Scholz
Jéssica Cristina Luz Menegatti

Fanon via Lacan
Aportes teóricos para uma leitura contemporânea
Cian S. Barbosa Whately

Planeta de Favelas
15 anos depois
Guilherme Chalo e Maurílio Botelho

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